terça-feira, 3 de janeiro de 2017

DESCOBRI

Descobri:
Que a idade serve para envelhecer e aprender;
Que aquele que aprende e põe em prática entende como fazer;
Que a idade não traz sabedoria, sabedoria vem com o entendimento de que eu não sou o centro e sim parte de tudo:
Que ser humilde é ser igual;
Que sendo igual sou nem melhor nem pior, apenas sou;
Que o NÂO deve ser menos pronunciado que o SIM e quando pronunciá-lo deve ser em nome de um SIM;
Que quem muito acumula em matéria pouco tem para o espírito:
Que toda riqueza material construída aqui, aqui fica;
Que rico é quem menos necessita e importa-se menos com o ter;
Que ser mais velho não é ser mais sábio e sim ter mais tempo aqui;
Que viver com pouco é necessário para passar bem as crises e alegra-se mais nas bonanças:
Que é possível diminuir o tempo de dor e alargar o tempo de alegria simplesmente não acumulando preocupações;
Que ser simples é viver em paz;
Que a paz não está nos doces, nos sabores da vida e sim na capacidade que temos nos ligar a maior energia do universo, muitos chamam Deus( eu também);
Que entender o quão pequeno e insignificante somos , mas quão forte é energia que nos envolve que nos torna parte significante do todo.
Descobri enfim descobri.

Ediran Teixeira

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

TINININHA


Pequena como o floco de neve
Linda como a luz do sol
Uma criatura leve
Que encanta o arrebol
Quem te conhece ama
E sabe que tu te contentas
Em dar o que o outro merece
E a  ninguém engana
E é por essa e outras
Que sou  teu fã incondicional
Que nessa vida cigana
Tu és meu bem igual


mudança de atitide


E cada vez que sinto falta
E me acabo em saudade
Vejo que algo me ataca
E não é a felicidade
É a tal sufocadeira
Chamada de distância
E o peito fica em frangalhos
Como se pedisse socorro.
Precisando de ambulância
Mas tal sentimento se aligeira
E sai pra dar lugar a outro
O de entender que sem as filhas
A vida não tem tanto sufoco
Pois estão sempre aqui
Esperando bem ali
Todo tempo e o tempo todo.
Na esperança que um dia mude
E uma nova atitude
Possa nos reencontrar
Pois o tempo é pai e mãe de tudo
E o quem hoje está mudo
Amanhã pode falar!


sábado, 29 de outubro de 2016

BOCAS E BOCAS


A boca que não beijei
Não tenho sabor a recordar
Talvez me livrei de uma cárie,
Nada mais posso falar
Das bocas que me livrei
Desse tenho a alegrar
Pois delas me safei
E não posso reclamar
As bocas que beijei
Se sabores ficaram
Foram das boas, eu sei
Pois das poucas que tive
Soube escolher a dedo
E saudades obtive
Pois vieram(e foram) sem medo
E de todas que se foram
Restou somente a minha
Essa boca teimosa que fala e se assanha
E as vezes se desalinha
Por causa de uma língua solta
Que teima em dizer o que pensa
E produz beijos lancinantes
E se apressa em fazer crenças
Quando atinge em instantes
Aqueles que deles provam.
É o delírio da vida
Que produz farpas, feridas
Mas que é necessário existir
Pois o beijo doce ensina
Que o amor é um elixir
Que acalma a dor e faz o melhor vir
E a boca de que falo
Não é a boca de beijar(lábios)
São as situações da vida
Que nos põem a pensar
Que no estado(capitalista) em que vivemos
Já não dá pra suportar
E uma mundaça urgente
Temos que implantar
Senão a boca grande
Vai nos beijar
Um beijo de morte ardente
Está a se achegar.

sábado, 22 de outubro de 2016

perguntas

Dizem que todo amor vale à pena. Será?
Dizem que toda paixão é pra ser vivida.Será?

O que realmente importa na vida?

Nascemos, vivemos e morremos. De que precisamos pra seguir além daqui?
Existe o além daqui?
Crer é a solução?
E ter uma religião é bom?
Qual ópio te deixa mais feliz?
Porquê os seres que pensam também são irracionais?


Quero as respostas que eu não tenho mas que por ter fé imagino que as tenho e vivo bem com elas.

E por fim o que é viver bem?



corpo e alma

Tem uma porta que passa por nós e nos traz nova aura
E nós que passamos pela porta , renovamos a alma
E a materia envelhece
E a alma não sabe
Mas o corpo padece
E isso pra alma não cabe
Por isso o corpo velho
Vive cheio de vaidade
É que a alma que está nele
É cheia de saudade
E quer sempre o novo
E procura novidade
E nesse conflito de duas
Uma que fica cálida e outra que vai
A que fica se modifica
E que vai num volta mais!
(corpo e alma - por Ediran Teixeira)

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

MERCADO DE TRABALHO EM EMBARALHO

E a demanda está reprimida
Pequena, amiúde e comprimida
Muitos procuram pro trabalho
Buscam quebrar o galho
E garantir a comida

E a oferta carecida
Roga à demanda contida
Pra não demorar a pedir
Pois a oferta se espraia
E não aguenta essa gandaia
Que tanto a faz desinludir

E essa profana ilusão
De querer ganhar o pão
Trocando por pedaços da vida
Que de trabalho vivo morre
Pois dele se socorre
Para garantir comida

E a crise capitalista
Que põe só o labor na lista
Não investe nem arrisca
Pois tem teta pra mamar
e quem banca essa teta?
É o trabalhador que por besta
É feito de marinonete
É esfolado a canivete
Pra estrair dele mais valia
Trabalha noite e dia
È cooptado decerto
Pois nesse mercado aberto
Onde as forças se ajustam por si
Pela tal mão invisível
É economia neoliberal
Que põe o trabalhador na cal
E arranca dele o impossível.

E a distância entre probre e rico
Está cada vez menos visível
E o principal motivo
é porquê não sendo mais possível
Medir tal distanciamento
Nem da terra para o sol
Nem a mais distante nebulosa
Há tanta diferença a medir
A ponto de não se saber
Se tem rico por aqui

 Ediran Teixeira