quarta-feira, 14 de junho de 2017

Claudiana

Um pedacinho do céu mora aqui em Natal.
Decerto que o céu é tudo aquilo que está acima de ti, inalcançável e contemplativo.
Que ter um pedaço desta casa divina deve ser algo impossível dado ser apenas contemplativo. Porém aquele ou aquela que te trazem e entregam a ti o bem, a meu ver, adoçam sua vida e animam tua alma. O céu deve ser assim. Quem está em paz e tem um bem certamente tem um pedacinho do céu.


Provar deste momento
Ligar se em pensamento
E tocar nessa candura
Parece sonho, fantasia
Mas não, tudo é verdade
É realidade
É a própria doçura!

Madrugada

A madrugada é a amiga perfeita
Inspiradora das minhas melhores poesias
Ela é a hora que me aceita
Pois estou de cabeça vazia
E antes que as preocupações da vida a preencha
Que a paz vire agonia
O pensamento vira e revira e apensa
E faz das falas ventania
Sopra as sem letargia
Espanta a solidão e traz o dia
Desperta todo sonho
Acorda toda lucidez
Te deixa ávido de realidade
E me proponho
Aumentar a altivez
E viver toda verdade

Ediran Teixeira

Meu lugar


Meu lugar

O luar da minha terra me fascina
Prende a minha retina
Apranta meu calmo
E eu que amo o natural
De alegria me espalmo
Olhar a lua perdida nas estrelas
Vaidosa nesse céu sem fronteiras
Me da a certeza que existo
E as lagrimas dos olhos despisto
Pra não perder a paisagem
Desse amor infinito estrelado
Que pra lá farei viagem
E ficarei em infinito
Nesse lugar tão bonito
Mais perto de Deus e amado.

Ediran Teixeira

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

DESCOBRI

Descobri:
Que a idade serve para envelhecer e aprender;
Que aquele que aprende e põe em prática entende como fazer;
Que a idade não traz sabedoria, sabedoria vem com o entendimento de que eu não sou o centro e sim parte de tudo:
Que ser humilde é ser igual;
Que sendo igual sou nem melhor nem pior, apenas sou;
Que o NÂO deve ser menos pronunciado que o SIM e quando pronunciá-lo deve ser em nome de um SIM;
Que quem muito acumula em matéria pouco tem para o espírito:
Que toda riqueza material construída aqui, aqui fica;
Que rico é quem menos necessita e importa-se menos com o ter;
Que ser mais velho não é ser mais sábio e sim ter mais tempo aqui;
Que viver com pouco é necessário para passar bem as crises e alegra-se mais nas bonanças:
Que é possível diminuir o tempo de dor e alargar o tempo de alegria simplesmente não acumulando preocupações;
Que ser simples é viver em paz;
Que a paz não está nos doces, nos sabores da vida e sim na capacidade que temos nos ligar a maior energia do universo, muitos chamam Deus( eu também);
Que entender o quão pequeno e insignificante somos , mas quão forte é energia que nos envolve que nos torna parte significante do todo.
Descobri enfim descobri.

Ediran Teixeira

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

TINININHA


Pequena como o floco de neve
Linda como a luz do sol
Uma criatura leve
Que encanta o arrebol
Quem te conhece ama
E sabe que tu te contentas
Em dar o que o outro merece
E a  ninguém engana
E é por essa e outras
Que sou  teu fã incondicional
Que nessa vida cigana
Tu és meu bem igual


mudança de atitide


E cada vez que sinto falta
E me acabo em saudade
Vejo que algo me ataca
E não é a felicidade
É a tal sufocadeira
Chamada de distância
E o peito fica em frangalhos
Como se pedisse socorro.
Precisando de ambulância
Mas tal sentimento se aligeira
E sai pra dar lugar a outro
O de entender que sem as filhas
A vida não tem tanto sufoco
Pois estão sempre aqui
Esperando bem ali
Todo tempo e o tempo todo.
Na esperança que um dia mude
E uma nova atitude
Possa nos reencontrar
Pois o tempo é pai e mãe de tudo
E o quem hoje está mudo
Amanhã pode falar!


sábado, 29 de outubro de 2016

BOCAS E BOCAS


A boca que não beijei
Não tenho sabor a recordar
Talvez me livrei de uma cárie,
Nada mais posso falar
Das bocas que me livrei
Desse tenho a alegrar
Pois delas me safei
E não posso reclamar
As bocas que beijei
Se sabores ficaram
Foram das boas, eu sei
Pois das poucas que tive
Soube escolher a dedo
E saudades obtive
Pois vieram(e foram) sem medo
E de todas que se foram
Restou somente a minha
Essa boca teimosa que fala e se assanha
E as vezes se desalinha
Por causa de uma língua solta
Que teima em dizer o que pensa
E produz beijos lancinantes
E se apressa em fazer crenças
Quando atinge em instantes
Aqueles que deles provam.
É o delírio da vida
Que produz farpas, feridas
Mas que é necessário existir
Pois o beijo doce ensina
Que o amor é um elixir
Que acalma a dor e faz o melhor vir
E a boca de que falo
Não é a boca de beijar(lábios)
São as situações da vida
Que nos põem a pensar
Que no estado(capitalista) em que vivemos
Já não dá pra suportar
E uma mundaça urgente
Temos que implantar
Senão a boca grande
Vai nos beijar
Um beijo de morte ardente
Está a se achegar.